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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Baião - uma vila de nossos ancestrais







Enviado em 15/07/2010 Linha ferroviária do Douro atravessando o concelho de Baião no distrito do Porto, com comboio vindo do Peso da Régua no contarforte do Marão, perto da Barragem do Carrapatêlo. Locomotiva da série CP 1400 com sorefames, em julho de 2008.


Baião
Brasão de BaiãoBandeira de Baião
BrasãoBandeira
Localização de Baião
GentílicoBaionense ou Baionês
Área174,53 km²
População20 522 hab. (2011)
Densidade populacional117,58 hab./km²
N.º de freguesias14
Presidente da
Câmara Municipal
José Luís Carneiro (PS)
Fundação do município
(ou foral)
1 de setembro de1513
Região (NUTS II)Norte
Sub-região (NUTS III)Tâmega
DistritoPorto
Antiga provínciaDouro Litoral
OragoSão Bartolomeu
Feriado municipal24 de Agosto
Código postal4640 Baião
Sítio oficialwww.cm-baião.pt

Baião (Wikipédia) é uma vila portuguesa no Distrito do Portoregião Norte e sub-região do Tâmega, com cerca de 3 200 habitantes.
É sede de um município com 174,53 km² de área e 20 522 habitantes (2011),1 subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Amarante, a leste pelo Peso da Régua e por Mesão Frio, a sul porResende e Cinfães e a oeste pelo Marco de Canaveses.

Índice

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História[editar | editar código-fonte]

Na passagem da Alta para a Baixa Idade Média, dá-se a formação da Terra de Baião, que era dominada por um castelo: o Castelo de Matos (de fundação Sueva), antigo Castelo de Penalva.

A Terra de Baião é a origem da família nobre dos Baiões, descendentes de D. Arnaldo (trisavô de Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques), um guerreiro que veio combater os Mouros na península Ibérica, por volta de 985.

As terras de Baião foram-lhe concedidas como prémio pela sua bravura, pelo rei de Castela. Alguns historiadores pensam que D. Arnaldo seria um guerreiro alemão que perdeu o seu ducado numa guerra; outros, que seria um cavaleiro de Bayonne, filho de um rei de Itália e neto de um rei de França, e que seria essa a origem do nome de Baião. O seu filho D. Gozende Arnaldo (ou Arnaldes) de Bayão deu o seu nome à povoação de Gozende, Gove, Baião.

As armas do concelho são as mesmas da família Cabral, que aqui possuiu a Torre de Campelo, um solar-torre brasonado, fundado por Jorge Dias Cabral, irmão de Pedro Álvares Cabral. A Torre de Campelo foi expropriada e demolida em 1927 pela Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Baião.

D. João I deu as terras de Baião a um parente do CondestávelD. Nuno Álvares Pereira. Tendo voltado à Coroa no tempo de D. João II, Baião recebeu foral de D. Manuel I, em 1 de setembro de 1513. Já no século XX, a serra da Aboboreira foi lugar de várias aparições marianas (a um pastor local), facto que originou a construção da Capela de Nossa Senhora da Guia, ermida aonde acorrem muitos peregrinos ou simples forasteiros, atraídos pela paz que aqui encontram.

Pré-História[editar | editar código-fonte]

Embora na Serra da Aboboreira tenha sido achado «um uniface talhado num calhau rolado de xisto» do Paleolítico Inferior (cerca de 30000 a.C.), terá sido no V ou IV milénio a.C. (de 5000 a 4500 a.C, no Neolítico) que surgiram os primeiros povoados, em plataformas próximas de linhas de água. Os estudos arqueológicos que têm vindo a ser realizados nas serras da Aboboreira e da Castelo, desde 1978, revelaram, já, a existência de uma vasta necrópole megalítica, das maiores que actualmente se conhecem em território português, com cerca de 4 dezenas de mamoasidentificadas. As origens culturais deste concelho devem-se à passagem e fixação de vagas migratórias, vindas do sul da Alemanha (da região de Hallstat). Os Celtas foram o primeiro povo que, de forma consistente, aqui se fixou.Castrosmeníres e outros achados arqueológicos mostram que esta foi uma região de domínio Celta. A cultura Celta permaneceu sempre neste enclave do Marão e ainda hoje se faz sentir a sua presença.

Património[editar | editar código-fonte]

  • Anta da Aboboreira (também conhecida por Anta de Chã de ParadaDólmen da Fonte do MelCasa da Moura de S. João de OvilCasa dos Mouros e Cova do Ladrão), localizada na serra da Aboboreira na freguesia de Ovil: classificado como Monumento Nacional2 e construído durante a primeira metade do III milénio a. C., este monumento funerário pré-histórico faz parte de um conjunto de quatro outros exemplares pertencentes à denominada Necrópole megalítica da Serra da Aboboreira. A mamoa, revestida por material pétreo, encontra-se inserta num tumuli de terra com cerca de 25 m de diâmetro. A câmara, de planta poligonal, é constituída por oito esteios laterais e um de cobertura, este último de consideráveis dimensões. O corredor, de planta sub-rectangular, é relativamente curto (cerca de 3,70 m de comprimento). Uma das particularidades desta mamoa reside na presença de um conjunto de pinturas nos seus esteios, executadas a vermelho, compreendendo motivos esteliformes e circulares, além de um sub-rectangular de base trapezoidal e apêndice lateral encurvado3 4 .
  • Conjunto constituído pelo Mosteiro de Santo André de Ancede, Capela de Nossa Senhora do Bom Despacho e terreiro fronteiro, em vias de classificação pelo IGESPAR5 : as origens do Mosteiro de Santo André de Ancede remontam ao século XII e a mais antiga referência conhecida, de 1120, é respeitante à sua ligação aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Durante vários séculos este mosteiro deteve um considerável património fundiário ligado à produção vinícola, que lhe permitiu beneficiar de grande poder económico. Todavia, em meados do século XVI, pouco restava já dessa época áurea e o mosteiro entrou num período de decadência, com as dependências degradadas e um número muito reduzido de religiosos. Em 1560 passou a depender do mosteiro de de São Domingos de Lisboa e, a partir de então, foram executadas várias campanhas de obras com o objectivo de recuperar o conjunto arquitectónico. A igreja foi reedificada, desenvolvendo-se, então, em três naves separadas por arcaria de volta perfeita, com tecto de madeira. Um amplo arco triunfal, com dois altares colaterais, articula este espaço com o da capela-mor, onde ganha especial importância o retábulo-mor, em talha dourada com tribuna de grandes dimensões. Contemporâneos deste retábulo, de estilo nacional, são certamente as sanefas que se encontram sobre as janelas e o arco triunfal. A fachada principal, em cantaria, que corresponde à lateral da nave, apresenta portal de verga recta encimado por nicho de frontão triangular. Com a extinção das Ordens Religiosas o mosteiro foi vendido em hasta pública, sendo adquirido pelo Visconde de Vilarinho de São Romão. A capela e a igreja passaram, em 1932, para a paróquia de Ancede. Actualmente, e desde 1985, o mosteiro é pertença da Câmara Municipal de Baião. A capela de Nossa Senhora do Bom Despacho, ao lado, foi erguida em 1731 e exibe, no portal datado de 1735, o brasão dos dominicanos. De linguagem rococó, apresenta, no seu interior, um altar-mor e seis laterais, com representações de cenas da vida de Cristo.
  • Tesouro de Baião, depositado no Museu Nacional de Arqueologia de Lisboa: composto por um colar articulado com 52,5 cms, datado da Idade do Ferro (sécs. VI-IV a.C.), dois pares de arrecadas, datadas da Idade do Ferro Antigo (séculos VII-VI a.C.), uma gargantilha e doze botões, todos em ouro.
  • Há alguns anos, em Frende, foi encontrado um importante altar, composto por várias aras, decoradas com cenas cerimoniais, parecendo testemunhar cenas xamânicas ou druidícas. Outro ainda do mesmo género foi achado na Quinta de Mosteirô, em Ancede.

População[editar | editar código-fonte]

População do concelho de Baião (1801 – 2011)
180118491900193019601981199120012011
99391794423139268862886424438224562235520522

Freguesias[editar | editar código-fonte]

As freguesias de Baião são as seguintes:

Considerações Gerais[editar | editar código-fonte]

Baião é o concelho com maior percentagem de área verde e floresta em todo o distrito do Porto (63,5 por cento do território) e possui no seu território recursos naturais de rara beleza, tais como a Serra da Aboboreira, a Serra do Marão, a Serra do Castelo de Matos ou os rios Douro, Teixeira e Ovil.
Para além do conjunto megalítico composto pelas Serras da Aboboreira e do Castelo de Matos, onde possui o Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira (CASA) com mais de cinco mil anos de povoamento ininterrupto, possui algumas espécies faunísticas únicas em toda a Península Ibérica e ainda preserva entre 30 a 40 por cento de algumas espécies animais e vegetais existentes em todo o território português. Neste âmbito, merece ainda destaque o Convento de Santo André de Ancede (1113d.C.), anterior à fundação da nacionalidade portuguesa, cuja influência social e económica durante o período medieval se fazia sentir numa extensão que ia do Porto à Régua.
No âmbito literário, há que referir que Soeiro Pereira Gomes é natural da freguesia de (Gestaçô), concelho de Baião, e que o escritor Eça de Queirós se inspirou nas suas gentes, nas suas paisagens, nos usos e costumes locais, numa das suas obras mais conhecidas: A Cidade e as Serras. A Quinta de Vila Nova, em Santa Cruz do Douro, Baião, é hoje conhecida por «Casa de Tormes» e a estação de comboio de Aregos foi rebaptizada com o nome de «Tormes».
António Mota, escritor cimeiro a nível nacional no âmbito da literaruta infanto-juvenil, reconhecido e diversas vezes premiado, nasceu (16 de Julho de 1957) em Vilarelho, na Freguesia de Ovil. O seu livro Outros Tempos (2006), escrito para adultos, com ilustrações da arquitecta baionense Marta Lemos, é uma obra incontornável para quem queira conhecer o modo como vivia o povo das zonas interiores nos meados do século XX.
Na gastronomia, O concelho de Baião é famoso pela qualidade das suas carnes, designadamente, o fumeiro e o anho assado e pelos seus vinhos. Com vista a preservar os métodos de produção tradicionais destas carnes e a valorizar a qualidade dos vinhos de Baião, a Câmara Municipal promove anualmente duas iniciativas gastronómicas. Visitadas por milhares de pessoas, provenientes de vários pontos do País, a primeira, designada «Feira do Fumeiro e do Cozido à Portuguesa», realiza-se em Março ou inícios de Abril e a segunda, conhecida por «Festival do Anho Assado e do Arroz do Forno», em finais de Julho. Paralelamente a estas iniciativas, ocorre uma mostra de vinhos e artesanato, com especial ênfase para a cestaria e para as famosas bengalas de Gestaçô, para a doçaria tradicional, com destaque para o Biscoito da Teixeira, e para a música tradicional da região.

Personalidades Ilustres nascidas em Baião[editar | editar código-fonte]

Música[editar | editar código-fonte]

Anaconda [1]
Banda Marcial de Ancede

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima INE - CENSOS 2011
  2. Ir para cima Decreto de 16 de junho de 1910, publicado no Diário do Governo nº 136, de 23 de junho de 1910
  3. Ir para cima http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/69838/
  4. Ir para cima JORGE, Vítor de Oliveira, Novas escavações na mamoa 1 de Chã de Parada - Baião, Serra da Aboboreira, 1990, in Trabalhos de Antropologia e Etnologia
  5. Ir para cima http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70329/

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Chegando em Canavieiras após um excelente passeio

Navegando entre Anhatomim e Canavieiras

Fortaleza Santa Cruz de Anhatomirim

Uma tarde maravilhosa em Santa Catarina

domingo, 21 de abril de 2013

Florianópolis surpreendente

Quer jantar no sul da Ilha de Santa Catarina?

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Fotografias de um cenário espetacular

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Passeios Excelentes no Brasil


Que tal reunir em um passeio de barco alegria, bar, natureza exuberante, almoço em uma praia, visita a lugares realmente históricos, banho de mar, dança, aulas de história e biologia etc.?
Isso existe em Florianópolis onde barcos preparados para esses passeios com roteiros e guias muito bem preparados oferecem esses serviços a turistas mais atentos.  
No Barco Barba Negra tivemos tudo isso e inda uma ilha fortificada no passado e agora tem seu patrimônio sob os cuidados da Universidade Federal de Santa Catarina.
Pegamos o barco na Praia de Canavieiras (11:15 horas) e saímos para um passeio de 5 horas, que maravilha! Foi uma tarde maravilhosa com muitas festa e cultura.
Em Belém do Pará também vivemos experiência semelhante na Baía de Guajará, outra experiência genial de contato com a natureza e cultura local.
Esses dois passeios nós já fizemos mais de duas vezes, são imperdíveis e um exemplo do que pode ser multiplicado pelo Brasil. Não se resumem a navegar com guias sonolentos, mas reunir uma série de atrações e competências necessárias a quem deseja conhecer o Brasil e se divertir, descontrair bastante.
Algo parecido, com outra dimensão, cresce. O turismo com trens ajustados para os passeios. Infelizmente nossas ferrovias assustam, vale, contudo, o risco pela necessidade de contato com um país gigantesco.
Viajar de ônibus é uma aventura policial, infelizmente.
Naturalmente quem tem muito dinheiro para isso tudo poderá fazer outros passeios, inclusive em chalanas no Rio Paraguai.
Turismo no Pantanal cresce e poderá ser uma tremenda fonte de renda para a região.
O que incomoda, contudo, é o pivô aéreo em São Paulo, necessário em muitas situações e para o turista estrangeiro um cansaço a mais. Pelas dimensões brasileiras precisamos de mais grandes (pistas para grandes aviões) aeroportos, até para viagens ao fantástico nordeste brasileiro.
Falando de Florianópolis a relação de bons restaurantes, praias de todo tipo, lugares típicos de nossa história e festividades que são inumeráveis nas cidades a leste de Santa Catarina apenas gritam, berram por melhores opções de mobilidade.
Note-se que Santa Catarina contribui com muito dinheiro para os desperdícios da União...
Seria possível fazer circuitos em barcos e navios de pequeno calado até dentro do Vale do Itajaí, as oportunidades só esperam bons empresários e a simplificação da burocracia nessa área. Mais ainda, naturalmente, a criação de infraestrutura para essa condição de turismo.
Ou seja, Santa Catarina assim como muitos outros lugares do Brasil oferecem atrações que podem ser incrementadas retendo no Brasil parte da fortuna gasta pelos próprios brasileiros no exterior.
Para isso, contudo, nossas autoridades ainda têm um longo caminho para a racionalização do Brasil em todos os sentidos.
A esperança nunca morre.

Cascaes
21.4.2013

Um passeio espetacular - de Canavieiras a uma praia em Gov. Celso Ramos